Microsoft lança pacotão



Em janeiro, a Microsoft lançou apenas um boletim no pacote mensal de correções. Depois de um boletim emergencial para eliminar uma brecha crítica no Internet Explorer, a empresa disponibiliza agora, em fevereiro, um “pacotão” de correções: são 13 boletins eliminando 26 vulnerabilidades. A maior parte dos problemas encontra-se em componentes variados do Windows – no DirectShow (responsável pela exibição de vídeos), no SMB (compartilhamento de arquivos) e até no Paint. O Office também recebeu duas atualizações. Também esta semana: 32% dos computadores com antivírus estão infectados, Plugin para o Firefox acompanhava cavalo de troia. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc.), vá até o fim da reportagem e deixe-a na seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras. O pacote mensal de atualizações da Microsoft chegou nesta terça-feira (9) – a segunda terça-feira útil do mês, como de costume. A empresa publicou 13 boletins de segurança, detalhando 26 vulnerabilidades que foram eliminadas por atualizações para o Windows e para o Office. Dois boletins (MS10-003 e MS10-004) resolvem problemas no Office, um deles especificamente no PowerPoint. Essas falhas permitem que código malicioso seja executado no PC quando um arquivo for aberto nos programas do Office. Uma falha grave no Paint também foi corrigida. Se explorada, a brecha possibilita que um arquivo JPEG, quando aberto no Paint, resulte em infecção do PC. A Microsoft não considera a falha grave porque o Paint não é o programa padrão para visualizar imagens no Windows. Um invasor teria de convencer o usuário a abrir a imagem no Paint. No Windows, foram eliminados problemas no kernel (o “coração” do sistema), no protocolo de compartilhamento de arquivos, na rede TCP/IP e no DirectShow, entre outros componentes. A Microsoft ressaltou a gravidade da falha no DirectShow, que foi considerada “crítica”: ela permite que um arquivo de vídeo “.avi”, quando aberto, infecte o sistema. Arquivos de vídeos são normalmente seguros. A maioria dos usuários não suspeita que possa existir um vírus em arquivos desse tipo. Normalmente, isso não é possível, exceto quando uma brecha como a que foi corrigida na terça-feira é encontrada. A Microsoft deu à vulnerabilidade um “índice de exploração” 1, o mais grave, o que significa que a brecha provavelmente será explorada por criminosos.

Fonte:   www.g1.com.br